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LIDERANÇA TÓXICA: O LADO SOMBRIO DA GESTÃO

Erivan Glaucio F. da C. Soares

Mestre em Engenharia de Processos e Engenheiro de Produção,

Especialista em Gerenciamento de Projetos / Gestão da Qualidade / Gestão Logística / Docência

“A verdade é que os homens estão cansados de liberdade.”

Benito Mussolini


E com a frase direta e ácida de um ditador começamos este texto, pois sobre líderes, liderança servidora e o poder mágico do verdadeiro líder... a internet está cheia de textos.


Mas há um lado ruim, que com certeza aqueles que já tem um “pouquinho” de horas nesta grande estrada da jornada profissional vivenciaram.


Líderes malignos.


Ruins em sua gestão ou valores, no fim isto é indiferente pois o resultado é sempre igual – mesmo que com entregas sólidas de resultados, há um rastro de sangue e dor deixado por seus “colaboradores”.


Aqui irei compartilhar dois aprendizados, dois momentos distintos com gestores diferentes (que obviamente terei a sensibilidade de evitar nomes).


1. Menosprezar o valor individual de cada membro


Em minha experiência como gestor de produção, ouvi a seguinte frase: “Essas pessoas são apenas executores, não cabem pensar!!”.


E neste tipo de visão doentia reside um grande mal velado, a capacidade de destruir talentos e reduzir um time talentoso para uma massa desmotivada e rotineira.


Pessoas são incríveis, em sua individualidade e singularidade reside a possibilidade de surpreender, propor alternativas e soluções. Ter um time robusto é poder contar com olhares angulares em perspectivas únicas cobrindo todos os pontos de uma operação.


Ignorar isto é a certeza de abrir mão de resultados fantásticos. Afinal, como diria Michael Jordan “Talento ganha jogos, mas trabalho em equipe e inteligência ganham campeonatos”.


2. Instigar é desafiar / Coagir é humilhar


Existe uma clara, porém muitas vezes não respeitada linha divisória entre aquilo que te desafia e o que te desmotiva.


Já em outra experiência profissional, ouvi de um gestor: “Se não estamos perdendo nossos colaboradores para o mercado é porque simplesmente não são bons o bastante para se destacar”.


Uma frase que sem o devido contexto não aparenta impacto algum, mas ao avaliar o cenário vitorioso daquela equipe, resultados robustos, entregas consistentes e premiações recebidas...percebemos que indisponibilidade organizacional por promoções e méritos é travestida em uma frase de impacto que ao invés de desafiar, causa dor e decepção.


Como seres humanos em uma organização privada que por sua natureza busca lucros e resultados, é natural que estejamos sempre sendo desafiados, instigados a sair da zona de conforto – o clássico fazer mais com menos.


A questão é quando o ato de desafio se torna uma constante agulha na autoestima profissional, furo este que vai minando o desejo de superação, pois atrelado a isto, normalmente temos ambiente cada vez mais hostis e de baixas possibilidades de ascensão, afinal vivemos a era do “Mais com menos”.

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