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UMA REFLEXÃO SOBRE GENTILEZA

LUCIANE ALVES SAVIO

Diretora Geral no Tribunal Regional do Trabalho do Paraná

Navegando nas redes sociais me deparei algumas vezes com vídeos fazendo referência a nova ordem de “gentileza gera gentileza”. O tema também foi assunto de uma das palestras do II Congresso em Excelência em Gestão. Dessa reflexão sobre gentileza ou ausência dela no mundo atual (se é que o mundo foi mais gentil outrora), passa pela minha mente que na terceira versão do congresso o tema foi aventado pelo seu avesso “liderança tóxica”. No eixo gentileza x toxicidade, penso que como gestores oscilamos entre esses extremos o tempo todo. Não me excluo desse trafegar entre o que deveria (gentileza) e o que jamais deveria (toxicidade). Mas quem nunca agiu em descompasso? Inevitável eu diria, principalmente considerando que muitas vezes o seu jeito gentil não é visto pelo outro como tal.


E aí? Como superar esse dilema?


Autoconhecimento.


Sob este ponto, diria que se na minha vida desconheço os meus gostos, as minhas necessidades, as minhas qualidades, o que quero ser e se estou fazendo o necessário para chegar naquilo que escolhi como meta de vida, acho difícil que possa desenvolver um bom perfil de gestor e me afastar da condição de líder tóxico. Não somos pedaços desencontrados de nós mesmos, onde na organização me visto com as roupas elegantes e passo a agir com a segurança exigida daquele que é responsável por conduzir pessoas.


Aprendi que essa batalha de saber como sou é cotidiana: Como respondo aos acontecimentos? Quais são os caminhos da felicidade? O que quero? O que me faz feliz? Além disso, alcança todos os espaços da vida, inclusive o meu agir na organização.


Esse saber sobre si mesmo é que nos conduz a sermos melhores gestores, mas isso não basta!


Na realidade, terei muitas horas de terapia quando completar, em breve, cinco décadas e, sem dúvida, essa reflexão supervisionada por um profissional da área de psicologia não gerou a classificação automática do meu agir como gentil para todas as respostas às ações do mundo. É certo que permitiu uma percepção de que estou em eterna construção. Também entendi a necessidade de rever minhas reações automáticas aos estímulos externos para tudo: para estar no mundo, ser feliz, saber e alcançar o que desejo e, no que diz respeito à organização, conduzir equipes, apresentar melhores resultados ou o que quer que seja demandado.


Ainda que receba a nota 10 no quesito autoconhecimento, tem um outro ponto de fundamental importância a ser pensado: Quem é outro com quem me relaciono? Como o outro reage aos estímulos? Como construir uma relação de confiança? Como desenvolver o potencial das pessoas?


Agora ficou bem mais difícil, né? Porque além de saber de mim, tenho que olhar o outro e entender o seu funcionamento. Foi esse desafio que eu e parte da equipe que gerencio encarou nesses dois últimos anos. Amadurecemos muito e a Acelera foi fundamental nesse trabalho. Mas esse processo deve ser contínuo e é indispensável para alcançarmos o que queremos, de forma pessoal ou mesmo sob a perspectiva profissional.


Enfim, a harmonia e a confiança em todas as nossas relações, quaisquer que sejam - familiares, profissionais, de amizade – somente se fará presente se sabermos como agir. Saber quem sou e quem é o outro é o primeiro passo. Ao trafegar no eixo gentileza x toxidade, olhe para si e para o outro, certamente encontrará caminhos e soluções incríveis para seus desafios.

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